Como por encanto... sorrateiramente...
ele surgiu sem licença de chegar
Invadiu meus pensamentos, roubou-me o sossego
Quanto mais me aproximo mais ele se afasta
Quando parto, ele vem
Seguimos a dança sem par
Confunde-me com palavras doces, gentis
Beija minha alma, me faz arder em chamas
Ama-me como a nenhuma outra igual
Sou o porto seguro de tua nau
lançada ao vento em mar turbulento
Sou a calma, a outra metade
O sonho perfeito
de tua estranha forma de amar
Não conheço teu rosto
Nem sei exato teu nome
Quem és tu, afinal?
Mistérios ou trevas... Aonde vais?
Quebra tuas algemas, rompe teus grilhões
desnuda-te
desnuda-te
Rasga as cortinas do templo proibido
Faz do encontro um oásis
Vem... sem receio
Em meu colo terás o alento
Em meus beijos a fome saciada.
-Dora Vitoriosa-

O teor romântico acentuado pelo desencontro dos amantes dá uma conotação de vidas não partilhadas como bem se pode observar nos seis primeiros versos.
ResponderExcluirAs reticências deixam um mistério que induz o leitor a divagar,adentrando o mundo do eu-lírico embalado pela marca descritiva que sugere a ausência de harmonia dos amantes provocada pelo jogo de esconde-esconde do parceiro.
Minha gente, que lindoooooooooooo, amiga os meus poemas viram pó perto deste teu poema...Rs...Parabéns!!!
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